quinta-feira, 10 de novembro de 2016

CORAÇÕES IRRITÁVEIS - relançamento na Cidade da Horta

O autor, entre o representante da Direcção da Biblioteca
Pública da Horta e um dirigente da Associação
de ex-Combatentes do Faial
Oito meses após o lançamento em Lisboa, o romance CORAÇÕES IRRITÁVEIS da autoria de João Paulo Guerra, editado pelo Clube do Autor, foi agora relançado na Biblioteca Pública Municipal da Cidade da Horta, Faial, Açores, na passada sexta-feira, 18 de Novembro. Boa assistência, presença em massa de associados da Associação dos ex-Combatentes da Ilha do Faial. Venderam-se todos exemplares do livro disponíveis - e mais que houvessem!

Leia aqui a carreira do romance CORAÇÕES IRRITÁVEIS.


EncontraDouro, Sabrosa, Mesa 5

Lançado há oito meses em Lisboa, o romance CORAÇÕES IRRITADOS esteve presente e interveio nas seguintes iniciativas: O Stress de Guerra e as Famílias, APOIAR, Lisboa, Maio; Festival Literário EncontraDouro, Sabrosa, Maio; Feira do Livro de Lisboa, Maio / Junho; Sessão de apresentação no Museu dos Baleeiros, Lajes do Pico, Açores, Junho; Festa do Livro, Amadora, Setembro; Relançamento do romance, Cidade da Horta, Novembro. 

O que disse e escreveu quem leu CORAÇÕES IRRITÁVEIS

Belíssimo trágico romance Miguel Real
"Tínhamos gostado bastante da ficção anterior de João Paulo Guerra, Romance de uma Conspiração (2010), sobretudo da sua notável capacidade, enquanto narrador, para articular o individual com o colectivo, aliás, igualmente visível na adaptação dramatúrgica de Clarabóia, de José Saramago. Isto é, em vincular situações sociais singulares com o sentido geral da História atribuído na narrativa. É justamente o que de novo acontece em Corações Irritáveis (designação oitocentista dada à actual doença “perturbação pós-stress traumático de guerra”). Fusão de romance policial (inspectora Diamantina de Jesus investiga uma sucessão estranha de suicídios de antigos militares) com romance de guerra, Corações Irritáveis descreve realisticamente tanto a vivência infernal de situações de combate e morte, retidas traumaticamente na memória profunda e analisadas pela psiquiatra Sofia Ramada, quanto as suas consequências comportamentais perturbadoras, desconcertando a vida rotineira dos antigos militares, ora civis.
Um conjunto deles, num ritual sacrificial, decide desesperadamente, devido aos distúrbios mentais sofridos, encenar o seu suicídio em Portugal, reproduzindo, tanto quanto possível, os momentos traumáticos vividos no Ultramar. De inesperado, o “contágio” da doença de Henrique a Adélia, professora, sua companheira, que colabora na encenação. De certo modo, no romance, os rituais suicidas actuais expiam, 30 anos depois os aleijões e as perversões, voluntários ou involuntários, cometidas colectivamente pelo português em teatro de guerra. É, historicamente falando, um romance profundamente catártico.
Belíssimo - trágico romance a necessitar de ser lido por todos os portugueses que tiveram contacto com a Guerra Colonial, sobretudo por aqueles que a viveram".
Miguel Real – Jornal de Letras 26 de Outubro 2016

Patamar raro de qualidade – António Loja Neves
António Loja Neves, falou sobre Corações Irritáveis
na Festa do Livro, Amadora
… Esta ficção de João Paulo Guerra (J.P.G.) atinge patamar raro de qualidade… J.P.G. engendrou imaginativa teia para fugir da guerra comezinha sem deixar de a descrever: primeiro, com magnífica tramóia policial na senda dos melhores clássicos, como um Chandler; depois as trágicas recordações dos combates, dilacerantes quando nos tolhem em ferimentos irrecuperáveis e nos matam camaradas de infortúnio, colocando-nos à prova de fissuras da carne e da mente; finalmente, os corredores hospitalares onde se finge que vamos curar as indizíveis dores da alma que compõem o regresso com a “perturbação pós-stresse traumático de guerra…
António Loja Neves, Expresso, 16 de Julho de 2016
 
Belíssimo – Baptista Bastos
… Belíssimo romance de João Paulo Guerra… escrito num português de lei, como é timbre do autor, "Corações Irritáveis" leva-nos a percorrer os caminhos da consciência lesada por uma circunstância medonha… Um texto invulgar pelos níveis de leitura que propõe. 
Baptista Bastos, Jornal de Negócios, 01 Abril 2016

Grande Romance – Carlos Matos Gomes
No lançamento: Maria do Céu Guerra, Carlos Matos Gomes,
o autor, a editora Cristina Ovídio 
… do que estou aqui a falar e a apresentar é de um Grande Romance. De um grande romance sem outros qualificativos e que tem por tema a Guerra Colonial. Ou só a Guerra. Ou a verdade. Ou a consciência. Ou o remorso. Sobre qualquer dos temas que possamos escolher, este romance tem uma perspectiva surpreendente.
Carlos Matos Gomes, apresentação do romance, 2 de Março de 2016

Este livro prende-nos desde as primeiras páginas… Fernando Alves
Este livro leva-nos, antes de mais, à morte de um homem, à estranha morte de um homem que a guerra foi matando em vida, que a guerra continuou a matar depois da guerra e a tantos que sabemos que aconteceu assim, que acontece assim, mesmo que os seus corações nos pareçam afáveis, pois tudo se passa aí, nessa granada vibrátil do peito… Por isso, a pergunta que se vai instalando ao ler este romance é… o que é que pode fazer um homem que tendo sobrevivo à guerra tem medo do que vê nos olhos de uma criança?
Fernando Alves, Sinais, TSF, 2 de Março 2016

Retrato de milhares de portugueses que por aí andam … Fernando Sobral

João Paulo Guerra traz-nos uma história que é a de muitos portugueses perdidos no seu passado e no seu presente. Nunca se livraram dos ecos da guerra colonial. E essa memória ficou ali, sempre, à espera de um epílogo.
E é o retrato de milhares de portugueses que por aí andam, ainda a controlar a dor da guerra. E é por isso que este livro é ainda mais belo na forma como nos fala de uma ferida que nunca cicatrizou.
Fernando Sobral, Jornal de Negócios, 4 de Março de 2016

Escrita… cada vez melhor – Francisco Seixas da Costa

João Paulo Guerra lançou um seu romance. Já o estou a ler e, como disse o Carlos Matos Gomes, que o apresentou, é um murro no estômago, porque insiste em tratar como deve ser a traumática dimensão humana da guerra colonial - que uma escola historiográfica delico-doce traveste de "guerra do ultramar" ou "guerra de África". A escrita do João, oriunda da melhor escola do jornalismo, está cada vez melhor.
Francisco Seixas da Costa, blogue Duas ou Três Coisas, 3 de Março de 2016

Escrita escorreita e feliz - O Tempo entre os meus livros
Algo na capa e na sinopse segredou-me que iria ser um livro bom! E foi realmente uma leitura agradável se bem que a temática tratada não fosse nem leve nem sequer simpática!... Para além de uma escrita que considero escorreita e feliz, achei que João Paulo Guerra conseguiu, através dos mistérios sucessivos com que apimentou este romance, captar a minha atenção durante todo o decorrer do enredo. A escrita não é fluida porque o assunto é pesado, mas as páginas deslizam bem pelos nossos dedos… Leiam. Eu gostei.
Cris, blogue O Tempo entre os meus livros, 6 de Abril 2016

O que se viveu nos capins africanos – Jorge Rocha
Stress de guerra e famílias: sessão na sede da APOIAR, Lisboa
O stress pós-traumático está escondido nas paredes dos prédios das nossas cidades, mas raramente sai cá para fora. Quando isso sucede mascara-se de “violência doméstica”, de “crime passional” ou de “zanga entre vizinhos”. Mas quantos dos crimes, explorados até à náusea pelos meios de comunicação, sobretudo nos que têm uma linha editorial do tipo tablóide, foram identificados como súbitas explosões de brutalidade com origem no que se viveu décadas atrás nos capins africanos? … É sobre essa realidade que João Paulo Guerra escreveu «Corações Irritáveis» …
Jorge Rocha, blogue Tempos Interessantes

Choca-nos, e ainda bem – Pedro Martins

Eles andam por aí. Só na rua, abandonados, andam mil e setecentos (uma aldeia inteira) … São os stressados de guerra, os doentes crónicos que a guerra colonial gerou e pariu, durante treze anos.
Por comodismo e má consciência, o país finge ignorar a sua existência… João Paulo Guerra, no romance "Corações Irritáveis", ficcionando sobre casos extremos, numa prosa fluída e em português de lei, levanta o véu e mostra a incómoda realidade. Choca-nos, e ainda bem. Mas é exactamente por isso que a leitura do livro se torna obrigatória.
Pedro Martins, blogue A Dita e o Balde, 25 de Março 2016

Auditório do Museu dos Baleeiros, Lajes do Pico
Lançado há oito meses, o romance CORAÇÕES IRRITADOS esteve presente e interveio nas seguintes iniciativas: O Stress de Guerra e as Famílias, APOIAR, Lisboa, Maio; Festival Literário EncontraDouro, Sabrosa, Maio; Feira do Livro de Lisboa, Maio / Junho; Sessão de apresentação no Museu dos Baleeiros, Lajes do Pico, Açores, Junho; Festa do Livro, Amadora, Setembro; Relançamento do romance, 
Cidade da Horta, 18 de Novembro. 

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